Governo de Minas decide prorrogar onda roxa até o dia 4 de abril

Governo de Minas decide prorrogar onda roxa até o dia 4 de abril

O governo de Minas prorrogou a onda roxa do Minas Consciente até o dia 4 de abril, domingo de Páscoa. A decisão nesse sentido foi tomada, em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 24, pelo Comitê Extraordinário Estadual COVID-19.

A prorrogação deve ser oficializada por meio de decreto do governador Romeu Zema, que, nesta quarta viajou para Brasilia para reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

No dia 17 de março, a onda roxa foi estendida para os 853  municípios mineiros, com previsão de valer, inicialmente, até 31 de março.  Entre as medidas restritivas estão o toque de recolher (das 20h às 5h) e a instalação de barreiras sanitárias em áreas de grande circulação.

Conforme fonte ouvida pelo Estado de Minas, um dos fundamentos do comitê para estender o prazo da onda roxa em todo território mineiro é a previsão de que nas próximas semanas deverão aumentar mais ainda as internações, em função da elevação de casos da COVID-19. Há dias que é enfrentada a superlotação dos hospitais em todas as regiões do estado.
O objetivo, de acordo com o Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, é estender o tempo de isolamento para melhorar os indicadores sobre a evolução da pandemia – que estão em queda, mas numa proporção muito lenta. “É muito cedo para qualquer cedo para qualquer tipo de flexibilização”, disse o secretário, que ressaltou que aderir às restrições é uma decisão humanitária que deve ser compartilhada por todos os municípios de Minas.Crise

Esta quarta-feira foi o pior dia da pandemia em Minas Gerais. Em 24 horas, o Estado confirmou 347 mortes por causa da Covid-19 e 13.796 infectados. Com isso, o total de vidas perdidas e de doentes para o vírus saltou para 22.497 e 1.053.994, respectivamente.

Outro dado alarmante é com relação a lotação dos hospitais. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 93,41% dos leitos de UTIs do SUS dedicados exclusivamente para as vítimas do coronavírus estão ocupados. Na macrorregião Leste do Sul, por exemplo, não tem mais vagas disponíveis para acolher os pacientes.

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